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Acórdão · Superior Tribunal de Justiça

STJ, AgRg no AREsp 2.105.681

Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial

Relator
Min. Reynaldo Soares da Fonseca
Órgão julgador
Quinta Turma
Julgamento
27/09/2022
Publicação
DJe 04/10/2022
Processo no STJ

Ementa

PENAL E PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ARTS. 89 E 92 DA LEI 8.666/93. DOLO ESPECÍFICO E PREJUÍZO AO ERÁRIO. CONDENAÇÃO MANTIDA. PRECEDENTES DO STJ. DOSIMETRIA DA PENA. BIS IN IDEM. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 211/STJ E 282/STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.

1. Tendo as instâncias ordinárias concluído que houve prejuízo ao erário e dolo específico, configurando-se, portanto, as condutas tipificadas nos arts. 89 e 92, ambos da Lei 8.666/93, mantém-se a condenação do recorrido, uma vez que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.

2. No tocante ao apontado bis in idem, a controvérsia não foi debatida pelo Tribunal a quo, mesmo com a apresentação de embargos de declaração, o que inviabiliza o conhecimento do recurso especial, quanto a esse aspecto, por ausência de prequestionamento, nos termos das Súmulas n. 211/STJ e 282/STF.

3. Prevalece neste Superior Tribunal de Justiça o entendimento de que o prequestionamento implícito somente se configura quando há o efetivo debate da matéria, embora não haja expressa menção aos dispositivos violados, situação não verificada nos presentes autos.

4. Agravo regimental improvido.

Dados do julgamento

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, PRELIMINAR SUSCITADA: A Turma, por unanimidade, não acolher o pleito de sustentação oral ofertado pela parte agravante, nos termos da manifestação do Sr. Ministro Relator e negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, João Otávio de Noronha e Jorge Mussi votaram com o Sr. Ministro Relator.

Informações complementares à ementa

"[...] o Plenário da Suprema Corte de Justiça Nacional já proclamou a inconstitucionalidade da sustentação oral após o voto Relator [...]". "Quanto aos pedidos de sustentação oral agora ofertados, no sistema virtual, após o voto do Relator, não constato os correspondentes requerimentos no prazo antecedente de 24 horas, previsto na Resolução STJ/GP 9/2022 e no NCPC (art. 937, § 4º), nem verifico sua viabilidade concreta, tendo em conta a orientação firme do Superior Tribunal de Justiça no sentido negativo quanto aos agravos regimentais interpostos de decisões proferidas na via do AREsp".