Saltar para o conteúdo
Acórdão · Superior Tribunal de Justiça

STJ, EDcl no AgInt no AREsp 2.992.881

Embargos de Declaração no Agravo Interno no Agravo em Recurso Especial

Relator
Min. João Otávio de Noronha
Órgão julgador
Quarta Turma
Julgamento
14/09/2026
Publicação
DJEN 17/09/2026
Processo no STJ

Ementa

DIREITO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. TUTELA DE URGÊNCIA. SÚMULA N. 735 DO STF. SÚMULA N. 7 DO STJ. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO INEXISTENTES. PREQUESTIONAMENTO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.

I. CASO EM EXAME

1. Embargos de declaração opostos a acórdão que rejeitou agravo interno, em razão da incidência, por analogia, da Súmula n. 735 do STF e do óbice da Súmula n. 7 do STJ.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. Há três questões em discussão: (i) saber se é inaplicável a Súmula n. 735 do STF diante de liminar alegadamente satisfativa e irreversível; (ii) saber se a aplicação da Súmula n. 7 do STJ foi contraditória frente à tese de mera revaloração jurídica; e (iii) saber se houve omissão quanto ao pronunciamento expresso sobre os arts. 9º, 10, 300, § 3º, 489, § 1º, 1.022 do CPC e art. 105 da Lei n. 9.610/1998 para fins de prequestionamento.

III. RAZÕES DE DECIDIR

3. Os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão ou corrigir erro material existentes no julgado.

4. Não se verifica omissão quanto à alegada inaplicabilidade da Súmula n. 735 do STF, pois a decisão enfrentou a tese e afirmou a precariedade e a revisabilidade das liminares.

5. Inexiste contradição, porque a aplicação da Súmula n. 7 do STJ decorre da necessidade de reexame dos requisitos do art. 300 do CPC, afastada a tese de mera revaloração jurídica.

6. Não há omissão sobre os arts. 9º, 10, 300, § 3º, 489, § 1º, e 1.022 do CPC e sobre o art. 105 da Lei n. 9.610/1998, uma vez que o acórdão apreciou a controvérsia sob os óbices sumulares, com referência ao art. 300 do CPC e ao art. 105 da Lei n. 9.610/1998, tornando desnecessária análise pormenorizada para reforma.

IV. DISPOSITIVO E TESE

7. Embargos de declaração rejeitados.

Tese de julgamento: "1. Não há omissão quando o acórdão embargado enfrenta explicitamente a tese de inaplicabilidade da Súmula n. 735 do STF, afirmando a precariedade e a revisabilidade da liminar. 2. Inexiste contradição quando a aplicação da Súmula n. 7 do STJ decorre da necessidade de reexame dos requisitos do art. 300 do CPC, afastando a alegação de mera revaloração jurídica. 3. Não há omissão quanto aos arts. 9º, 10, 300, § 3º, 489, § 1º, e 1.022 do CPC e ao art. 105 da Lei n. 9.610/1998 quando o acórdão embargado enfrentou a matéria sob óbices sumulares." Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 9º, 10, 300, § 3º, 489, § 1º, 1.022, 1.026, § 2º; Lei n. 9.610/1998, art. 105.

Jurisprudência relevante citada: STJ, EDcl no AgRg no RE nos EDcl no AgRg nos EDcl no AREsp n. 1.571.819/RJ, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Corte Especial, julgados em 25/8/2020; STF, Súmula n. 735; STJ, Súmula n. 7.

Dados do julgamento

Acórdão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 08/09/2026 a 14/09/2026, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.